As doenças ocupacionais estão
diretamente relacionadas às condições de trabalho dos profissionais e também
dependem das circunstâncias pessoais dos indivíduos que podem interferir em
suas atividades. Atualmente, a ênfase na saúde física e mental dos
trabalhadores está intimamente relacionada às medidas preventivas adotadas
pelas empresas para reduzir essas doenças.
Oliveira (1997) destacou que,
até a década de 1960, as únicas medidas tomadas para os profissionais no Brasil
estavam relacionadas aos acidentes de trabalho. A partir da década de 1970, a
preocupação com as doenças ocupacionais passou a ser levada mais a sério, época
em que a classe de profissionais médicos aumentava significativamente e a
demanda por trabalhadores precisavam ser atendidos.
Desde a Revolução Industrial,
a atenção das pessoas à saúde dos trabalhadores tem aumentado. Naquela época,
os trabalhadores estavam expostos a jornadas de trabalho extremamente longas e
precárias condições sanitárias, o que ocasionou um grande número de acidentes
de trabalho e doenças relacionadas ao trabalho, o que propiciou o surgimento de
regulamentos e leis de proteção.
As principais doenças
ocupacionais no Brasil estão relacionadas às mais diversas ocupações, podendo
ser listadas as doenças ocupacionais mais comuns: doenças ocupacionais
repetitivas: lesões por esforços repetitivos (LER) ou doenças osteomusculares
do trabalho (DORT); Doenças respiratórias ocupacionais: asma ocupacional,
silicose, antracnose, leucoplasia, deposição de ferro; doenças de pele
ocupacionais, câncer de pele; doenças auditivas ocupacionais: surdez; doenças
da visão ocupacional: catarata, desgaste da visão; doenças ocupacionais sócio-psicológicas:
depressão, estresse, ansiedade, síndrome do pânico.
De acordo com Saliba (2010), a
equipe de funcionários que cuidam da segurança no trabalho de uma empresa é
formada por: técnicos, engenheiros, médicos e enfermeiros do trabalho, onde
todos esses profissionais formam o Serviço Especializado em Engenharia de
Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT). Os profissionais de segurança do
trabalho atuam conforme sua formação, todos possuem um vasto campo de atuação,
eles podem atuar em toda a esfera da sociedade em que houver trabalhadores,
seja fábricas, indústrias, construções civil, hospitais, mineradoras, shows,
feiras de exposição ou até em áreas rural. Porém, geralmente, o engenheiro e o
técnico de segurança do trabalho atuam em empresas, onde estes organizam
programas de prevenção de acidentes, orientam a Comissão Interna de Prevenção
de Acidentes (CIPA), elaboram planos de prevenção de riscos ambientais, fazem
inspeção de segurança, elaboram laudos técnicos e organizam palestras e
treinamentos.
Para Vieira (2008), os
programas de segurança e saúde do trabalho vêm melhorando com o decorrer dos
anos, pois a cada dia as exigências com a saúde do trabalhador e do meio
ambiente aumenta, portanto um programa ou equipe de segurança do trabalho pode
não custar tanto para a empresa quando ela toma as devidas medidas. Investir em
equipamentos de proteção, contratar profissionais da área de segurança do
trabalho é precaver contra prejuízos futuros. O acidente leva a
encargos, perda de tempo, materiais e ainda na produção. Investindo em saúde e
segurança a empresa aumentará o grau de conscientização dos colaboradores, que
terão treinamentos e vão melhorar a convivência interpessoal.
Referências.
OLIVEIRA, J. Acidentes do
Trabalho. São Paulo. Saraiva, 1997.
SALIBA, Tuffi Messias. Saúde
e Segurança no Trabalho. 2. ed. São Paulo: LTR, 2008.
VIEIRA. Sebastiao Ivone. Manual
de Saúde e Segurança do Trabalho. 2. ed. São Paulo: LTr 2008.
Alice Sacramento
Zootecnista
Mestre em Ciência Animal
Médica
Sem comentários:
Enviar um comentário