sábado, 28 de setembro de 2024

DOENÇA OCUPACIONAL. PROFISSIONAIS DA ÁREA DE SEGURANÇA DO TRABALHO

 


As doenças ocupacionais estão diretamente relacionadas às condições de trabalho dos profissionais e também dependem das circunstâncias pessoais dos indivíduos que podem interferir em suas atividades. Atualmente, a ênfase na saúde física e mental dos trabalhadores está intimamente relacionada às medidas preventivas adotadas pelas empresas para reduzir essas doenças.

Oliveira (1997) destacou que, até a década de 1960, as únicas medidas tomadas para os profissionais no Brasil estavam relacionadas aos acidentes de trabalho. A partir da década de 1970, a preocupação com as doenças ocupacionais passou a ser levada mais a sério, época em que a classe de profissionais médicos aumentava significativamente e a demanda por trabalhadores precisavam ser atendidos.

Desde a Revolução Industrial, a atenção das pessoas à saúde dos trabalhadores tem aumentado. Naquela época, os trabalhadores estavam expostos a jornadas de trabalho extremamente longas e precárias condições sanitárias, o que ocasionou um grande número de acidentes de trabalho e doenças relacionadas ao trabalho, o que propiciou o surgimento de regulamentos e leis de proteção.

As principais doenças ocupacionais no Brasil estão relacionadas às mais diversas ocupações, podendo ser listadas as doenças ocupacionais mais comuns: doenças ocupacionais repetitivas: lesões por esforços repetitivos (LER) ou doenças osteomusculares do trabalho (DORT); Doenças respiratórias ocupacionais: asma ocupacional, silicose, antracnose, leucoplasia, deposição de ferro; doenças de pele ocupacionais, câncer de pele; doenças auditivas ocupacionais: surdez; doenças da visão ocupacional: catarata, desgaste da visão; doenças ocupacionais sócio-psicológicas: depressão, estresse, ansiedade, síndrome do pânico.

De acordo com Saliba (2010), a equipe de funcionários que cuidam da segurança no trabalho de uma empresa é formada por: técnicos, engenheiros, médicos e enfermeiros do trabalho, onde todos esses profissionais formam o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT). Os profissionais de segurança do trabalho atuam conforme sua formação, todos possuem um vasto campo de atuação, eles podem atuar em toda a esfera da sociedade em que houver trabalhadores, seja fábricas, indústrias, construções civil, hospitais, mineradoras, shows, feiras de exposição ou até em áreas rural. Porém, geralmente, o engenheiro e o técnico de segurança do trabalho atuam em empresas, onde estes organizam programas de prevenção de acidentes, orientam a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), elaboram planos de prevenção de riscos ambientais, fazem inspeção de segurança, elaboram laudos técnicos e organizam palestras e treinamentos.

Para Vieira (2008), os programas de segurança e saúde do trabalho vêm melhorando com o decorrer dos anos, pois a cada dia as exigências com a saúde do trabalhador e do meio ambiente aumenta, portanto um programa ou equipe de segurança do trabalho pode não custar tanto para a empresa quando ela toma as devidas medidas. Investir em equipamentos de proteção, contratar profissionais da área de segurança do trabalho é precaver contra prejuízos futuros. O acidente leva a encargos, perda de tempo, materiais e ainda na produção. Investindo em saúde e segurança a empresa aumentará o grau de conscientização dos colaboradores, que terão treinamentos e vão melhorar a convivência interpessoal.

 

Referências.

OLIVEIRA, J. Acidentes do Trabalho. São Paulo. Saraiva, 1997.

SALIBA, Tuffi Messias. Saúde e Segurança no Trabalho. 2. ed. São Paulo: LTR, 2008.

VIEIRA. Sebastiao Ivone. Manual de Saúde e Segurança do Trabalho. 2. ed. São Paulo: LTr 2008.

 

Alice Sacramento

Zootecnista

Mestre em Ciência Animal

Médica


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